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| Foto: Giuliano Miranda - DCS/SAAE. |
O prefeito Reinaldo
Nogueira e o superintendente do SAAE (Serviço
Autônomo de Água e Esgotos), engenheiro agrônomo Nilson Gaspar, inauguraram
ontem às 9h o Sistema de Coleta e
Reaproveitamento de Água de Lavagem dos Filtros e Decantadores da Estação de
Tratamento de Água (ETA I), da Vila Avaí.
O novo sistema irá
proporcionar a economia diária de 500 mil litros de água tratada (500 caixa
d´água de mil litros), hoje utilizados na limpeza do lodo que se acumula nesses
equipamentos, descartados nas galerias pluviais.
“Estaremos evitando o desperdício diário de um volume equivalente ao do
reservatório elevado da ETA I, conhecido como taça”, exemplifica o
superintendente do SAAE. Para o prefeito Reinaldo Nogueira, outro grande
benefício do novo sistema é o fim do assoreamento do Córrego do Barnabé. “O novo sistema é um investimento que
preserva o meio ambiente e permite a manutenção em bom estado de um dos
principais e mais bonitos lagos do Parque Ecológico”, destaca Reinaldo.
“Ao evitar o desperdício, poupamos os mananciais, uma vez que menos
água é captada. Futuramente, dando sequência ao Programa de Combate às Perdas
de Água, iremos implantar o mesmo sistema nas ETAs III e V”, informa
Gaspar.
“A Prefeitura de Indaiatuba e o SAAE estão dando um grande exemplo de
respeito ao meio ambiente, não só para nossa região, mas para todo o Brasil”,
ressalta o prefeito Reinaldo Nogueira, que hoje ocupa o cargo de presidente do
Consórcio das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Consórcio
PCJ) .
“Nosso objetivo é levar esse sistema ao conhecimento de todos os
municípios das Bacias PCJ e trabalhar para implantá-lo no maior número das
cidades que integram o Consórcio”, enfatiza o prefeito.
Como funciona
O sistema que está sendo
inaugurado é composto por tanque de equalização e decantação com 15 metros de
profundidade por 10 metros de diâmetro e por uma estação elevatória de descarte
de lodo com 10 metros de profundidade por 3 metros de diâmetro.
A água proveniente da
lavagem e carregada de lodo será captada, passará por uma prévia decantação e,
já sem o lodo, será reencaminhada para a entrada da ETA I, onde passará por
tratamento convencional.
O lodo sedimentado no
fundo dos tanques será bombeado através de uma estação elevatória até a unidade
de desidratação e, posteriormente, já desidratado e inerte, será encaminhado ao
aterro sanitário.
Diariamente são
utilizados 400 mil litros de água tratada para a limpeza dos quatro filtros da
ETA I e, mensalmente, 2.600 litros para a lavagem dos decantadores, resultando
em uma média de 500 mil litros desperdiçados por dia. A unidade de tratamento
de lodo (Skid) desse sistema, contendo diversos equipamentos interligados
(centrífugas, bombas, painéis elétricos), recebe a água de lavagem, com teor
médio de lodo de 2%. O lodo é separado da água, que retorna para o tratamento
convencional e o lodo é despejado em caçambas e encaminhado ao aterro
sanitário.
O valor do investimento é
R$2 milhões, a maior parte (R$1,4 milhões) a fundo perdido (sem necessidade de
reembolso), provenientes dos recursos da Cobrança Federal, arrecadada pelos
Comitês das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí
(CBH-PCJ) e repassados pelo Caixa Econômica Federal (CEF). O restante (R$600
mil) é contrapartida do SAAE.
A obra atende exigências
da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e da Secretaria de
Estado do Meio Ambiente para que as ETAs deixem de lançar água de lavagem e o
lodo proveniente dessa operação nos cursos d’água.

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