Para pensar:

"Esta vida é uma estranha hospedaria,
De onde se parte quase sempre às tontas,
Pois nunca as nossas malas estão prontas,
E a nossa conta nunca está em dia."

Mario Quintana

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Camerata Filarmônica de Indaiatuba lança associação com pocket concert no Bastião

Divulgação
Oito meses após seu primeiro concerto, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária, a Camerata Filarmônica de Indaiatuba apresentou à cidade seu cartão de visita. Numa apresentação para convidados no último domingo, no restaurante Bastião Gastronomia do Brasil, o grupo lançou a Associação Camerata Filarmônica de Indaiatuba, uma associação de direito privado sem fins lucrativos que visa sustentar um calendário regular de concertos, o ensino de música através de uma escola e a descoberta de potenciais instrumentistas na periferia que possam desenvolver seus talentos na música. Para tanto, eles esperam que o projeto se sustente com a escola de música, de concertos em empresas e comemorações contratadas, poder público, doações e venda de assinaturas para calendário de apresentações. Tudo isso está sendo coordenado e organizado pelo médico Irapuã Magalhães  Penteado, um aficionado da música erudita que conheceu a Camerata Filarmônica de Indaiatuba em um de seus concertos no ano passado. Para conhecer mais o projeto, clique aqui.
Segundo a maestrina e diretora artística Natália Larangeira, o grupo surgiu em junho do ano passado a partir de conversas dela com o violista Danilo Miranda e do violinista Felipe Oliveira. Todos tinham em comum a cidade de Indaiatuba e o desejo de desenvolver seus próprios projetos dentro da música. "Praticamente todos os integrantes moram ou têm parentes morando aqui", explica. A própria jovem – e grávida – regente reside há pouco tempo na cidade, tendo concluído em 2010 sua graduação em regência na Escola Superior das Faculdades de Artes Alcântara Machado na classe dos maestros Abel Rocha e Naomi Munakata (atual regente do Coral da Esesp). Atualmente, além da Camerata, rege o Coral do CEU Jaguaré (São Paulo), o Coral do Conservatório Carlos Gomes (Campinas), Coral dos Meninos Cantores de Campinas e o Coral Santa Rita.
O violista Danilo Miranda, natural de Indaiatuba, iniciou seus estudos de viola aos 12 anos de idade no Projeto Guri, em Indaiatuba, com o professor Fabrizzio Ribeiro e posteriormente com a professora Maria Virginia Valentini, da Orquestra de Indaiatuba. Em 2003, foi selecionado como aluno no Conservatório de Tatuí, sendo orientado pelo professor e violista Carlos Blassioli. Atualmente, é aluno dos professores Alexandre Razera (Osesp) e Gabriel Marin (Osusp).
O violinista Felipe Oliveira iniciou seus estudos de música em 2004, em Indaiatuba, com o professor Fabrizzio Ribeiro. No ano seguinte, transferiu seus estudos para o Conservatório de Tatuí e, atualmente, além de spalla da Camerata, é músico da Orquestra de Indaiatuba e da Orquestra de Câmara da USP (OCAM).
Entre os demais membros está o contrabaixista Valgério Gianotto, remanescente da Orquestra e Câmara de Indaiatuba criada por Marcelo Antunes Martins e Wladimir Soares, mas que não esteve presente no domingo em função de outros compromissos.
Durante evento no domingo, a Camerata Filarmônica Indaiatuba apresentou uma pequena amostra do que pretende ser sua linha de trabalho: uma mescla do erudito com o popular, visando aproximar a música instrumental do público ainda leigo. Começando com a abertura da ópera L' Olimpiade, de Vivaldi, o pocket concert seguiu com Pavane pour une infante defunte, de Ravel; Rio Sena e Contraste, de Astor Piazzola; Paradise, da banda de rock Coldplay; Vivo per lei, de Andrea Bocelli; Mourão, de Guerra Peixe e, para finalizar, a conhecidíssima Eine kleine nachtmusik, a Pequena Serenata Noturna de Mozart (que o velho Salieri cantarola para que seu interlocutor saiba de quem ele está falando, no filme Amadeus).
Fonte: Marcos Kimura. 

Nenhum comentário: