![]() |
| Divulgação |
Oito meses após seu
primeiro concerto, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária, a Camerata Filarmônica de Indaiatuba apresentou
à cidade seu cartão de visita. Numa apresentação para convidados no último domingo,
no restaurante Bastião Gastronomia do
Brasil, o grupo lançou a Associação Camerata Filarmônica de Indaiatuba, uma
associação de direito privado sem fins lucrativos que visa sustentar um
calendário regular de concertos, o ensino de música através de uma escola e a
descoberta de potenciais instrumentistas na periferia que possam desenvolver
seus talentos na música. Para tanto, eles esperam que o projeto se sustente com
a escola de música, de concertos em empresas e comemorações contratadas, poder
público, doações e venda de assinaturas para calendário de apresentações. Tudo
isso está sendo coordenado e organizado pelo médico Irapuã Magalhães Penteado, um aficionado da música erudita que
conheceu a Camerata Filarmônica de Indaiatuba em um de seus concertos no ano
passado. Para conhecer mais o projeto, clique aqui.
Segundo a maestrina e
diretora artística Natália Larangeira, o grupo surgiu em junho do ano passado a
partir de conversas dela com o violista Danilo Miranda e do violinista Felipe
Oliveira. Todos tinham em comum a cidade de Indaiatuba e o desejo de
desenvolver seus próprios projetos dentro da música. "Praticamente todos os integrantes moram ou têm parentes morando
aqui", explica. A própria jovem – e grávida – regente reside há pouco
tempo na cidade, tendo concluído em 2010 sua graduação em regência na Escola
Superior das Faculdades de Artes Alcântara Machado na classe dos maestros Abel
Rocha e Naomi Munakata (atual regente do Coral da Esesp). Atualmente, além da
Camerata, rege o Coral do CEU Jaguaré (São Paulo), o Coral do Conservatório
Carlos Gomes (Campinas), Coral dos Meninos Cantores de Campinas e o Coral Santa
Rita.
O violista Danilo
Miranda, natural de Indaiatuba, iniciou seus estudos de viola aos 12 anos de
idade no Projeto Guri, em Indaiatuba, com o professor Fabrizzio Ribeiro e
posteriormente com a professora Maria Virginia Valentini, da Orquestra de
Indaiatuba. Em 2003, foi selecionado como aluno no Conservatório de Tatuí,
sendo orientado pelo professor e violista Carlos Blassioli. Atualmente, é aluno
dos professores Alexandre Razera (Osesp) e Gabriel Marin (Osusp).
O violinista Felipe
Oliveira iniciou seus estudos de música em 2004, em Indaiatuba, com o professor
Fabrizzio Ribeiro. No ano seguinte, transferiu seus estudos para o
Conservatório de Tatuí e, atualmente, além de spalla da Camerata, é músico da Orquestra de Indaiatuba e da
Orquestra de Câmara da USP (OCAM).
Entre os demais membros
está o contrabaixista Valgério Gianotto, remanescente da Orquestra e Câmara de
Indaiatuba criada por Marcelo Antunes Martins e Wladimir Soares, mas que não
esteve presente no domingo em função de outros compromissos.
Durante evento no
domingo, a Camerata Filarmônica Indaiatuba apresentou uma pequena amostra do
que pretende ser sua linha de trabalho: uma mescla do erudito com o popular,
visando aproximar a música instrumental do público ainda leigo. Começando com a
abertura da ópera L' Olimpiade, de
Vivaldi, o pocket concert seguiu com Pavane pour une infante defunte, de
Ravel; Rio Sena e Contraste, de Astor Piazzola; Paradise, da banda de rock Coldplay; Vivo per lei, de Andrea Bocelli; Mourão, de Guerra Peixe e, para finalizar, a conhecidíssima Eine kleine nachtmusik, a Pequena Serenata
Noturna de Mozart (que o velho Salieri cantarola para que seu interlocutor
saiba de quem ele está falando, no filme Amadeus).
Fonte: Marcos Kimura.

Nenhum comentário:
Postar um comentário