| Divulgação |
A artista plástica Simone Kestelman promove exposição
inédita no Parque D. Pedro Shopping entre os dias 13 e 26 de fevereiro, na
Entrada das Pedras. Intitulada Maravilhas,
a mostra é composta de onze esculturas tridimensionais em vidro que, além
de serem apreciadas com os olhos, podem ser experimentadas com as mãos.
As peças da mostra são
reinterpretações de monumentos históricos brasileiros e de paisagens naturais,
traduzidas em peças de vidros em tamanhos que variam de 50 cm a 1,20 m para
facilitar a percepção por meio do toque e de experiências multissensoriais, um
dos poderes da arte contemporânea.
"Maravilhas surgiu em
uma de minhas visitas ao Museu Metropolitan em Nova York. Na ocasião,
presenciei a emoção de um cego em uma visita guiada. Acredito que a arte tem o
poder de transformar e que inclusão só faz sentido quando proporcionamos às
pessoas oportunidades iguais”, reflete a artista plástica.
Toque, texturas,
imaginação e sensações são elementos que transportam o espectador para uma
dimensão onde eles podem tocar o intocável. Maravilhas
é composta de esculturas que oferecem movimento e texturas, acompanhadas por
audiodescriçāo e feitas para serem tocadas.
A exposição é a mais uma
iniciativa do Parque D. Pedro Shopping focada na sensibilização dos públicos
para a questão da acessibilidade. Em 2013, o shopping investiu em ações como a Casa Cor Campinas Experience –
uma casa modelo para visitação, totalmente adaptada à pessoas com mobilidade
reduzida.
Promover inclusão e
acessibilidade faz parte da política de responsabilidade social da Sonae Sierra
Brasil, empresa proprietária e que administra o Parque D. Pedro Shopping. “Entendemos que eventos como estes são
oportunidade de provocar reflexão sobre o direito de acesso e igualdade para
todos”, destaca a gerente de marketing, Joana Corsi.
Toda a coleção levou
cerca de um ano e nove meses para ficar pronta. As obras foram feitas para que
as pessoas cegas consigam reconhecer o que o Brasil tem de mais bonito, algo
que só se pode dimensionar através de uma vista aérea ou de uma foto.
SMPD e um novo olhar sobre a inclusão
A acessibilidade nos
meios de comunicação é um tema que está em pauta em todos os países
desenvolvidos. No Brasil, segundo dados do IBGE (Censo de 2010), existem
35.791.488 pessoas com deficiência visual total e parcial que encontram-se
excluídas da experiência audiovisual e cênica.
Na exposição, as pessoas
com deficiência visual terão à sua disposição a audiodescrição gravada de todas
as esculturas, que poderá ser ouvida por meio de fones de ouvido. Desse modo, a
pessoa terá liberdade e autonomia para visitar a exposição no momento em que
desejar.A audiodescrição é um recurso de acessibilidade utilizado para ampliar
o entendimento de pessoas com deficiência visual e baixa visão em cinema,
teatro, televisão, museus, exposições e em todas as atividades nas quais as
informações visuais são fundamentais para o entendimento da obra. A oferta de
audiodescrição em museus e exposições não substitui outros recursos de
acessibilidade como maquetes táteis, exploração tátil, informes impressos em
braile. A audiodescrição deve ser suficiente para garantir ao visitante o pleno
entendimento da obra, inclusive quando associada à exploração tátil.
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