| Eliandro Figueira - SCS/PMI |
Para o serviço de
recomposição da parte danificada das paredes, a Prefeitura conta com a parceria
do SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgotos), que cedeu funcionários. Para
acompanhar integralmente os trabalhos, a Fundação Pró-Memória de Indaiatuba
contratou o arquiteto e professor universitário Eduardo Salmar, especializado
em taipa de mão e pilão, por “notória especialização”, nos termos da Lei
Federal 8666/93 (art. 13, inciso XVII, cc. art.25, II). A obra também é
supervisionada pelo arquiteto Rubens Oliveira, da Secretaria de Engenharia e
Planejamento Urbano e membro do Conselho de Preservação.
Sobre a taipa, o
superintendente da Fundação, Carlos Gustavo Nóbrega de Jesus, afirma que a seu
pedido foi feito um minucioso trabalho de prospecção para verificar possíveis
patologias, diversidade de técnicas construtivas, para tentar um trabalho de
restauração e não somente reconstrução. “Gostaria
que em alguns pontos do prédio fossem retomadas as características originais,
mas como o Casarão foi muito modificado desde que foi construído, não será
possível retomar integralmente a originalidade”, explica. “O Casarão foi construído para outros fins e
hoje virou museu, com grande circulação de pessoas, espaço para oficinas e
palestras, com fins culturais, voltados à divulgação da história e memória de
Indaiatuba”, completa.
A preparação da taipa,
como colocação de escoras e a descupinização, começou a ser feita em setembro,
enquanto era feito o trabalho detalhado de prospecção, que permitirá a
recuperação das paredes.
Nesta segunda etapa de
obras do Casarão, além da recuperação das paredes que foram danificadas será
feita a revisão de toda a cobertura, incluindo telhas, madeiramento e calhas,
instalação de manta de subcobertura, revisão das instalações elétricas, pintura
geral e construção de sanitários.
A adequação do anexo para
receber a reserva técnica do museu, construção do carroçário e recuperação de
pisos danificados também fazem parte dessa etapa da reforma. Segundo o
superintendente, as obras da parte do fundo do Casarão e do banheiro acessível
já estão bem adiantadas. “O carroçário
está quase pronto e a reserva técnica que abrigará os utensílios do museu já
está sendo readaptada de acordo com as normas federais e internacionais. O andamento
dessa parte da obras está além das expectativas”, avisa o superintendente.
Pela parceria, a
Prefeitura fornece o material necessário para a reforma e as empresas parceiras
ficaram responsáveis pela execução de todos os serviços.
Terceira Etapa
A obra de readequação
viária da Rua Pedro Gonçalves também faz parte do pacote de reforma e
recuperação do Casarão Pau Preto. Conforme acordo feito com a Fundação
Pró-Memória, a Secretaria de Obras e Vias Públicas fará o estreitamento do
leito em frente ao Casarão para que haja somente circulação de veículos leves.
Com isso será possível a criação de um boulevard
em frente ao prédio. Com esta medida, será possível diminuir o trânsito local,
que é uma preocupação da fundação e também criar uma área de convívio em frente
ao edifício histórico. Para essa fase de obras as empresas parceiras vão
custear o material e a Prefeitura ficará responsável pela mão de obra.
As obras de reforço nas
fundações do prédio foram concluídas em maio deste ano.
A expectativa é que a
obra completa, incluindo o calçadão, seja concluída em seis meses, com um custo
estimado de R$500 mil. Durante a obra, a administração e a superintendência da
Fundação Pró-Memória atendem no prédio do Arquivo Municipal, localizado na rua
Jácomo Nazário, nº 1.046, bairro Cidade Nova.
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