Para pensar:

"Esta vida é uma estranha hospedaria,
De onde se parte quase sempre às tontas,
Pois nunca as nossas malas estão prontas,
E a nossa conta nunca está em dia."

Mario Quintana

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Paredes de taipa começam a ser recuperadas na parte interna do Casarão

Eliandro Figueira - SCS/PMI
A obra de reforma e recuperação do conjunto histórico do Casarão Pau Preto continua. A segunda etapa da reforma começou em setembro, com a adequação do anexo nos fundos do terreno que receberá a reserva técnica do museu. Esta semana foram iniciados os trabalhos de recuperação da alvenaria interna do prédio, que é de taipa, com base no projeto do Escritório Arquiterra, contratado pelas empresas parceiras da reforma, Exsa Desenvolvimento Urbano e Congesa Engenharia e Construções.
Para o serviço de recomposição da parte danificada das paredes, a Prefeitura conta com a parceria do SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgotos), que cedeu funcionários. Para acompanhar integralmente os trabalhos, a Fundação Pró-Memória de Indaiatuba contratou o arquiteto e professor universitário Eduardo Salmar, especializado em taipa de mão e pilão, por “notória especialização”, nos termos da Lei Federal 8666/93 (art. 13, inciso XVII, cc. art.25, II). A obra também é supervisionada pelo arquiteto Rubens Oliveira, da Secretaria de Engenharia e Planejamento Urbano e membro do Conselho de Preservação.
Sobre a taipa, o superintendente da Fundação, Carlos Gustavo Nóbrega de Jesus, afirma que a seu pedido foi feito um minucioso trabalho de prospecção para verificar possíveis patologias, diversidade de técnicas construtivas, para tentar um trabalho de restauração e não somente reconstrução. “Gostaria que em alguns pontos do prédio fossem retomadas as características originais, mas como o Casarão foi muito modificado desde que foi construído, não será possível retomar integralmente a originalidade”, explica. “O Casarão foi construído para outros fins e hoje virou museu, com grande circulação de pessoas, espaço para oficinas e palestras, com fins culturais, voltados à divulgação da história e memória de Indaiatuba”, completa.
A preparação da taipa, como colocação de escoras e a descupinização, começou a ser feita em setembro, enquanto era feito o trabalho detalhado de prospecção, que permitirá a recuperação das paredes.
Nesta segunda etapa de obras do Casarão, além da recuperação das paredes que foram danificadas será feita a revisão de toda a cobertura, incluindo telhas, madeiramento e calhas, instalação de manta de subcobertura, revisão das instalações elétricas, pintura geral e construção de sanitários.
A adequação do anexo para receber a reserva técnica do museu, construção do carroçário e recuperação de pisos danificados também fazem parte dessa etapa da reforma. Segundo o superintendente, as obras da parte do fundo do Casarão e do banheiro acessível já estão bem adiantadas. “O carroçário está quase pronto e a reserva técnica que abrigará os utensílios do museu já está sendo readaptada de acordo com as normas federais e internacionais. O andamento dessa parte da obras está além das expectativas”, avisa o superintendente.
Pela parceria, a Prefeitura fornece o material necessário para a reforma e as empresas parceiras ficaram responsáveis pela execução de todos os serviços.

Terceira Etapa
A obra de readequação viária da Rua Pedro Gonçalves também faz parte do pacote de reforma e recuperação do Casarão Pau Preto. Conforme acordo feito com a Fundação Pró-Memória, a Secretaria de Obras e Vias Públicas fará o estreitamento do leito em frente ao Casarão para que haja somente circulação de veículos leves. Com isso será possível a criação de um boulevard em frente ao prédio. Com esta medida, será possível diminuir o trânsito local, que é uma preocupação da fundação e também criar uma área de convívio em frente ao edifício histórico. Para essa fase de obras as empresas parceiras vão custear o material e a Prefeitura ficará responsável pela mão de obra.
As obras de reforço nas fundações do prédio foram concluídas em maio deste ano.
A expectativa é que a obra completa, incluindo o calçadão, seja concluída em seis meses, com um custo estimado de R$500 mil. Durante a obra, a administração e a superintendência da Fundação Pró-Memória atendem no prédio do Arquivo Municipal, localizado na rua Jácomo Nazário, nº 1.046, bairro Cidade Nova.

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