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Divulgação
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O trabalho é uma das áreas que mais
proporcionam prazer e causam sofrimento aos seres humanos. Durante a minha
trajetória como consultor de negócios, encontrei pessoas que realmente se
sentem satisfeitas com sua função profissional, ao mesmo tempo em que
também tenho visto tantos outros que têm em seu trabalho uma grande fonte de
desconforto e frustrações. Para a minha surpresa, o que mais percebo é que
o índice de insatisfação é grande tanto entre os empresários quanto nos
empregados.
Muitos funcionários reclamam de seus
patrões e chefes, da rotina, das injustiças na empresa, da falta de perspectiva
de crescimento, do salário e, principalmente, do fato de estarem trabalhando
para alguém e não para seu enriquecimento. Do outro lado, ouço empresários se
queixarem da ingratidão de seus funcionários, da exigência dos clientes, da
falta de estabilidade financeira, dos impostos e, também, de que muitas vezes,
depois de pagarem todas as contas sobra pouco – e que apesar de serem os donos
da empresa, outros ficam em situação melhor que a deles.
Sabemos que trabalho não é diversão,
pois se assim fosse, ao invés de recebermos dinheiro em troca dele, teríamos que
pagar. Contudo, entre a felicidade plena utópica e a antessala do inferno
existe um caminho a ser percorrido. Realmente acredito que é muito possível ter
um trabalho, seja ele como empregado ou como um empreendedor e sentir-se
realizado profissionalmente.
Diante do exposto, fica a pergunta:
qual é a razão de experiências profissionais frustrantes?
Não existe um único motivo; há casos de
pessoas que vivem para realizar os sonhos profissionais de seus pais, até
aqueles que receberam um negócio como herança e se veem obrigados a trabalhar
em algo em que não tem a menor habilidade e que não desejavam, entre muitas outras.
Contudo, creio que existe uma tríade que engloba a maioria dos casos:
-
Não trabalhar no que gosta
O primeiro fator a considerar é saber o
que se gosta de fazer. Muitos não sabem dizer qual é o seu sonho e se não sabem
onde querem chegar, como saber como ir?
“Trabalhe
naquilo que gosta e nunca terá que trabalhar”, já disse Confúcio. Se todos seguissem
tal regra, muito sofrimento seria poupado. Ou se jovens, antes de decidirem em
qual curso universitário deviam se matricular ou para quais empresas e posições
enviar seus currículos, investissem tempo pesquisando, conversando e
estagiando, sempre com o objetivo de conhecer a fundo a carreira que estão
escolhendo.
-
Não trabalhar no que tem mais habilidades
Tenho verdadeira admiração por músicos
e adoraria tocar perfeitamente um piano ou um violão. Sei que se decidir e me
esforçar para aprender, posso até vir a tocar um desses instrumentos um dia,
mas tenho perfeita consciência de que essa não é uma das minhas habilidades
naturais e que para me destacar como musicista teria que me dedicar muito.
Consequentemente, teria uma grande dificuldade em ganhar dinheiro com música.
É fácil perceber isto quando se fala de
música ou esportes, mas quando falamos de profissões, esta análise é muito
menos óbvia. Deparo-me constantemente com empresários que não gostam de
liderar, com empregados que têm muita dificuldade em seguir instruções e
vendedores que não gostam de relacionar-se com pessoas. Aí fica difícil, não é
mesmo?
Atualmente, existem testes vocacionais
muito bons, mas há um paradigma de que isso é coisa para adolescentes que estão
cursando o ensino médio – isso não é verdade, uma vez que o mercado de trabalho
está saturado de mulheres e homens maduros que estão tão perdidos tanto quanto
crianças. Todos devem investir em autoconhecimento, por meio de testes
vocacionais e análises de perfis - comportamentais, temperamento e
personalidade - pois quanto mais eu me conheço, mais me respeito e menos me
coloco em situações que me frustram.
-
Trabalhar sem resultados
Ainda que alguém faça o que sempre
sonhou e que se sinta plenamente adequado às funções que desempenha, não há
nada mais desmotivante do que trabalhar sem resultados. Sobre isto seria
possível escrever um livro, pois há muitos fatores que influenciam no resultado
do trabalho e dos negócios, mas posso rapidamente citar alguns poucos: falta de
comportamentos empreendedores, mercado em que se atua e os “PÊS” de marketing,
dentre muitos outros.
Sem nos aprofundarmos aqui nas causas,
posso afirmar que se uma pessoa está trabalhando por longo tempo em algo que
não consegue crescer, ser promovido ou galgar posições mais altas, é certo que
há algo errado. A falta de retorno financeiro mina qualquer projeto e destrói
todo tipo de sonho. De forma que é muito importante analisar honestamente qual
tem sido a performance daquilo que
fazemos. Se não houver histórico crescimento ou perspectiva de sucesso, será
preciso ter a coragem de romper com essa situação e mudar.
No trabalho gastamos muitas horas do
nosso dia – em torno de um terço de nossas vidas. Portanto, não estarmos felizes
e realizados nesta área equivale a dizer que estaremos presos em uma cadeia sem
termos sido condenados por um crime. Afirmo isto porque já estive muito
insatisfeito com meu trabalho, anos atrás. Fazia bem o que me propunha fazer,
as pessoas me admiravam, mas dia após dia me violentava. Até ganhei dinheiro,
mas adoeci por apenas trabalhar como uma engrenagem fora de medida dentro de um
motor. Felizmente, tive a oportunidade e a coragem de mudar. Hoje,
trabalho bastante, enfrento muitos desafios diariamente, mas não considero mais
uma violência, pois faço o que gosto, de acordo com minhas habilidades e por
isso tenho um bom retorno financeiro do meu trabalho. E esta adequação é fruto
do que foi semeado: autoconhecimento, entendimento dos pontos fracos, correção
daquilo que era indesejável e assimilação de novos comportamentos voltados ao
resultado.
Esta trajetória não é fácil – é
trabalhosa, mas vale muito a pena! Tenha coragem de trilhar este caminho e
realize-se nesta tão importante área de sua vida!
Renato
Maggieri é palestrante, consultor de negócios e apaixonado por
empreendedorismo e decidiu aplicar seus conhecimentos em comportamento voltados
para resultados em benefício dos empreendedores, ajudando-os a potencializarem
seus lucros. Em quatro anos, já atendeu aproximadamente 100 empresas deste
perfil, dentro um programa nacional de empreendedorismo, dando a oportunidade a
cada vez mais empresários de criarem e manterem um negócio de sucesso. Possui
dois títulos MBA – em Gestão Empresarial, pela FGV e Executive Seminars, pelo
Rockford College – e tem grande experiência no trabalho com diversos segmentos
e portes, o que lhe garantiu conhecimento das causas de problemas e soluções
comuns dos empresários.

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