"Nesta época do ano,
muitas empresas de grande porte, nacionais e multinacionais, abrem vagas para
Programas de Trainees – uma excelente maneira de seleção de talentos para as
posições gerenciais em médio e longo prazo. Agora, por exemplo, há mais de 50
companhias selecionando candidatos a centenas de oportunidades.
Este tipo de programa
compreende uma forma específica de seleção, contratação, treinamento,
desenvolvimento profissional e retenção de talentos.
Existem muitas vantagens
às empresas que utilizam esta forma de gestão de talentos, entre elas: processo
seletivo longo e cuidadoso, uma vez que o candidato sabe que está sendo
analisado e testado durante todo o seu tempo como trainee e garantia de preparação de profissionais para longo prazo,
de forma que se revelam nesses programas, bons gerentes, diretores e até sócios
em alguns casos. Além disso, o fato de não possuírem experiência anterior,
serem contratados sem vícios e moldados segundo os valores da organização
contratante também é positivo às empresas.
Outra vantagem é a
atração de talentos com grande potencial de carreira, considerando que os
candidatos ao programa, em sua maioria, nasceram após 1980 e, segundo conceitos
de sociologia, pertencem à Geração Y – que também pode ser chamada de geração
do milênio. Essa geração se desenvolveu em uma época de grandes avanços
tecnológicos e prosperidade econômica e recebeu dos pais presentes e atenção, o
que fomentou a autoestima. Os jovens da Geração Y cresceram em meio a muita
ação, estimulados por atividades, fazendo tarefas múltiplas e hoje, candidatos,
estão acostumados a conseguirem o que querem e lutam por salários ambiciosos
desde cedo, o que os impulsiona a serem obstinados por resultados.
Sob o ponto de vista dos trainees, vejo vantagens ainda mais
relevantes, como entrar na empresa pela porta da frente, com um tapete vermelho
estendido. Exatamente o oposto que acontece no início da carreira, quando
geralmente se inicia em subposições e sem muita perspectiva de crescimento.
A vivência de um forte
processo de treinamento, muitas vezes acompanhado de um programa de mentoring – que visa o desenvolvimento
profissional monitorado e com muito feedback
–, durante um bom tempo o trainee
ganha pra aprender e estar incluído em um plano de carreira encadeado, com
etapas de desenvolvimento claras e geralmente com tempos bem definidos. Além
disso, existe a possibilidade de crescimento profissional relativamente rápido,
se comparado às carreiras desenvolvidas sem o programa, salários atrativos no
médio e longo prazo.
Como tudo, algumas
desvantagens em relação aos programas devem ser citadas, como por exemplo,
perder os profissionais do processo para outras empresas, antes mesmo de terem
galgado todas as posições originalmente previstas pelo programa. É comum que os
jovens desta geração troquem de emprego com frequência em busca de
oportunidades que ofereçam mais desafios e crescimento profissional. Sempre
digo que “quem é bom pra empresa também é bom pra concorrência.” E ainda o
risco de criar dentro da empresa uma competição extremada, ou ainda, um senso
de que os trainees são os queridinhos
pela importância e a quantidade de treinamentos que eles recebem.
Para o trainee, além da dificuldade de ser
selecionado para um desses programas, não vejo desvantagens, muito pelo
contrário. Atualmente, como consultor, trabalho no desenvolvimento desse tipo
de programa para empresas e tenho visto empresas e jovens talentos fazendo
excelentes conexões em uma saudável relação ganha x ganha.
De fato, sou um
entusiasta desse tipo de projeto, especialmente pelo fato de ter tido o
privilégio de ter sido trainee e de
hoje poder dividir minha vida profissional em antes de e depois do programa que
participei. Seguindo a tendência da maior parte daqueles que um dia foram trainees, eu não permaneci por um longo
tempo na empresa que me contratou, mas no tempo em que lá estive, me desenvolvi
significativamente e tenho plena convicção de que ajudei a empresa a prosperar."
Renato Maggieri é palestrante e consultor de negócios, apaixonado por
empreendedorismo e decidiu aplicar seus conhecimentos em comportamento voltados
para resultados em benefício dos empreendedores, ajudando-os a potencializarem
seus lucros. Em quatro anos, já atendeu aproximadamente 100 empresas deste
perfil dentro um programa nacional de empreendedorismo, dando a oportunidade a
cada vez mais empresários de criarem e manterem um negócio de sucesso. Possui
dois títulos MBA – em Gestão Empresarial, pela FGV e Executive Seminars, pelo
Rockford College – e tem grande experiência no trabalho com empresas de
diversos segmentos e portes, o que lhe garantiu conhecimento das causas de
problemas e soluções comuns dos empresários.
Nenhum comentário:
Postar um comentário