Em uma época em que os
conflitos religiosos, raciais, étnicos e de gênero encontram-se cada vez mais
presentes, a ética e a tolerância assumem papel fundamental na discussão dos
valores constituídos pela sociedade. A ética busca a fundamentação teórica para
encontrar o melhor modo de se viver e conviver e a tolerância é o pressuposto
para o reconhecimento dos vários estratos sociais e para a efetiva proteção dos
direitos humanos, bem como para a garantia da participação democrática em
fóruns de políticas públicas.
A ética e a tolerância
tornam possíveis a convivência harmônica e pacífica entre os diversos grupos
humanos e a preservação dos direitos das minorias, evitando a violência e a
fragmentação social através da xenofobia e do preconceito.
Segundo a Declaração
Universal dos Direitos Humanos, “todas as
pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos", apesar das
diferenças biológicas e culturais que as caracterizam e as distinguem. E, por
serem igualmente dotadas de razão e consciência, nenhuma pessoa, grupo
religioso, classe social, gênero, etnia ou nação pode afirmar ser superior às
demais, devendo agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.
A igualdade de direitos
é, portanto, o princípio do direito de ser diferente. Direito à identidade
cultural, de valores e costumes próprios como língua, crenças e tradições,
direito à honra e à dignidade, e em ser reconhecido no direito à vida, à
liberdade e à segurança pessoal.
Reconhecer direitos
também se faz pelo reconhecimento do estilo de vida que constitui parte
fundamental da biografia de cada indivíduo. Reconhecer que suas escolhas,
qualidades e habilidades individuais são contribuições autênticas à sociedade,
que decorrem de sua singularidade e originalidade.
É importante ressaltar
que o reconhecimento social e a construção de uma cultura de tolerância se
viabilizam pela satisfação de necessidades fundamentais da grande maioria
excluída dos bens culturais e materiais, geralmente produzidos pelo trabalho
dessa mesma maioria. Pois, a tolerância não subsiste em relações pautadas pela
desigualdade, pela dominação e pela opressão entre indivíduos ou grupos
sociais.
Portanto, o limite da
tolerância está na não aceitação da exploração de grupos sociais
desfavorecidos, na não aceitação da desigualdade socialmente construída, uma
vez que tais prerrogativas constituem a condição essencial para a construção de
uma sociedade mais justa, fraterna e democrática.
O encontro será aberto ao
público interessado e terá como convidado especial a Cônsul Geral da África do
Sul, M. M. DUBE e contará com a mediação de Cláudio Tieghi, que atua na área de
articulação e desenvolvimento de parcerias do Instituto Akatu. Ele também é
colunista em Desenvolvimento Sustentável para a revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, sendo fundador e atual
presidente da Afras – Associação Franquia Sustentável.
O evento também receberá
representantes de vários segmentos da sociedade civil organizada, tendo o apoio
do Rotary Club, Rotaract Club, OAB, Fatec Indaiatuba, Faculdade Max Planck, Unipaz,
Yázigi, Prepara Cursos Elias Fausto e Instituto Nós Podemos São Paulo.
Quando? 11 de outubro às
19h
Onde? Câmara Municipal de
Indaiatuba - Rua Humaitá 1167
Os presentes receberão
certificado de participação.

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