Neste
sábado, 21, comemora-se o Dia Nacional de Luta a Pessoa Portadora de
Deficiência Física, data bastante lembrada por direitos iguais e também para
buscar novos caminhos para a inclusão social, cidadania e participação desta
parcela, cada vez maior, da população brasileira.
No
mundo dos pets, a deficiência física
também é muito comum e cada vez mais os médicos veterinários estão empenhados
em melhorar a qualidade de vida dos animais que possuem algum tipo de problema
físico. Há também várias pessoas que adotam cães deficientes, pois estes foram
rejeitados pelos donos.
“O atendimento em animais com algum
tipo de deficiência que foram adotados depois de serem rejeitados pelos seus
primeiros donos têm crescido muito nas nossas unidades”,
afirma Carla Alice Berl, médica veterinária e diretora do Hospital
Veterinário Pet Care, que tem acessibilidade para clientes e animais com
necessidades especiais.
As
unidades do Pet Care – localizadas nos bairros do Morumbi, Pacaembu e
Ibirapuera - possuem fisioterapia, indicada para tratamentos de cães com
paralisias devido a trauma na coluna, derrame cerebral, trauma craniano e
problemas neurológicos devido a doenças como diabetes, cinomose, hipertensão,
entre outras.
Por
ter excelência no tratamento das mais diversas deficiências físicas, o Pet Care
levantou as principais desenvolvidas em cachorros, a fim de orientar os donos e
garantir a saúde dos animais. Confira:
Paralisia dos membros posteriores
Popularmente
conhecido como Basset e Salsicha, o Dachshund ou Teckel é uma raça que mais
sofre de paralisia aguda dos membros posteriores. Isto ocorre devido a um
problema de coluna: a hérnia de disco (geralmente da região toraxico-lombar).
Segundo
Dra. Carla, identificar os primeiros sintomas é o primeiro passo para garantir
o sucesso do tratamento. “O dono deve
prestar atenção no seu animal e a partir do momento que detectar alguns sinais
de que ele não está bem”, diz. “Os
sintomas variam de permanecer arqueado, recusar-se a andar ou andar com
dificuldade, não conseguir se levantar, olhar a escada e não quer subir nem
descer, não comer, ofegância - devido à dor - e ficar com uma das patas
traseiras levantada a não conseguir urinar (um sinal gravíssimo), entre outros
sintomas".
A
veterinária também reforça que o animal não deve se locomover e que deve ter
uma restrição de espaço, como por exemplo, coloca-lo no box do chuveiro ou em uma gaiola e imediatamente levá-lo ao médico
veterinário. “Ao tomarmos estes cuidados
muitos animais podem ter uma evolução melhor. Às vezes, por um pequeno
descuido, o animal pode ficar paralítico para sempre”, alerta.
Em
relação ao tratamento ideal, varia conforme o exame neurológico e o grau de dor
que o animal sente. “No exame avaliamos a
sensibilidade dos membros posteriores, se ainda sentem dor profunda ou não.
Quando o animal não apresenta mais dor profunda é considerado muito grave e a
chance da reversão do quadro é uma cirurgia de emergência num período menor que
24 horas de quando o problema começou”, afirma. “Para o tratamento, o confinamento em gaiola é imprescindível, a
medicação indicada é anti-inflamatória e analgésica e, em casos nos quais o
animal não está conseguindo urinar, também é recomendado deixá-lo com sonda”,
explica.
Este
problema ocorre mais comumente em Dachshund entre 6 meses a 8 anos de idade,
mas também pode acontecer em Shih-tzu, Poodle, Schnauzer, Lhasa apso e outras
raças mas em porcentagens muito menores. “Alguns
animais paralisam para sempre, outros se recuperam em diferentes graus; a
maioria vai precisar de muita fisioterapia, acupuntura e às vezes irão ter que
usar carrinhos”, comenta.
Surdez
Outro
tipo de deficiência muito comum entre os cães é a surdez. “Normalmente educamos nossos pets com elogios e repreensão verbal e, como o cão não pode ouvir, temos
que usar sinais com as mãos, que podem se tornar o principal meio de
comunicação entre o dono e o cão surdo”, orienta Dra. Carla. “Pode ser comum pensar que o cão surdo possa
ter alterações de comportamento como insegurança, agressividade ou mesmo ter
outras alterações cerebrais, mas com o ensinamento, tais preocupações são
totalmente descartadas”.
O
processo de ensinar um sim com as mãos é relativamente simples. Primeiro, o
dono do animal dá o sinal de mãos e em seguida oferece as guloseimas e petiscos
para fazer o reforço positivo. Após várias repetições, o filhote vai aprender a
associar o sinal com uma recompensa. Podemos usar lanternas para
se comunicar durante a noite, ou ponteiras de laser, pois é muito mais brilhante que a luz normal e pode
alcançar até 100 metros a noite. Ao brilhar a ponto de laser na frente do cão,
ou em uma parede, atrai a atenção do cão. “Quem
aceita cumprir o desafio de criar um animal de estimação surdo precisa de
habilidade, paciência e muita imaginação, mas em troca ganhará carinho e uma
cauda abanando incansavelmente e um presente de valor inestimável”,
incentiva.
Cegueira
As
causas para o quadro de cegueira em cães são diversas, podendo ser, inclusive,
reversíveis. Entre elas, glaucoma, catarata, uveíte (inflamação intraocular),
lesões de córnea, doenças da retina, olho seco, traumas e doenças sistêmicas
como diabetes, hipertensão arterial e até mesmo doenças transmitidas por
carrapatos podem trazer essa consequência. “Algumas
formas têm prevenção ou cura, outras não”, alerta Dra Carla.
Quando
constatado o quadro de cegueira irreversível existem alguns cuidados que o dono
deve seguir para o bem-estar do animal. Segundo a médica veterinária, é
possível que o pet tenha uma vida próxima da normalidade, contanto que mantenha
a disposição dos móveis da casa, bem como ração e água, sempre no mesmo lugar. “Desta forma o animal não encontra dificuldades
na adaptação à cegueira”, comenta. A profissional reforça ainda que é
importante monitorar constantemente piscinas, escadas e lajes e, assim, evitar
que o cão sofra algum tipo de acidente. Além disso, há a necessidade de
acompanhamento veterinário esporádico, afinal algumas afecções, como as
cataratas, podem ser solucionadas cirurgicamente, porém, outras como o glaucoma
ou descolamentos de retina, devem ser acompanhadas frequentemente.
Outra
informação bastante importante é que muitas alterações oculares são de origem
hereditária ou associadas à velhice e nada pode ser feito. “Identificar o problema precocemente aumenta as chances de preservação
da visão a médio ou longo prazo. O dono do animal deve ficar atento a sinais
como lacrimejamento excessivo, secreção ocular, olho vermelho, coceira, olho
fechado ou piscando exageradamente, mudanças no aspecto dos olhos,
desorientação ou insegurança e mudanças de comportamento”, afirma.
De
acordo com a Dra. Carla, existem atitudes que podem ajudar a evitar a cegueira
nos animais, como o bom manejo alimentar e vacinal dos pets, que contribui para a prevenção de alguns tipos de afecções
oculares de origem inflamatória, como por exemplo, as associadas à doença do
carrapato ou algumas infecciosas, como a cinomose.
Fonte:
Hospital Veterinário Pet Care - 24h.

Nenhum comentário:
Postar um comentário