Para pensar:

"Esta vida é uma estranha hospedaria,
De onde se parte quase sempre às tontas,
Pois nunca as nossas malas estão prontas,
E a nossa conta nunca está em dia."

Mario Quintana

sexta-feira, 24 de maio de 2013

O Autor na Praça recebe jornalistas e escritores Palmério Dória e Mylton Severiano

Para encerrar os eventos especiais pelo mês de aniversário de seus 14 anos, o projeto O Autor na Praça recebe amanhã (sábado, dia 25 de maio), às 15h os jornalistas e escritores Mylton Severiano e Palmério Dória. Eles estarão no Espaço Plínio Marcos autografando os livros Honoráveis Bandidos e Realidade, história da revista que virou lenda e apresentando o e-book  Crimes de Imprensa. O evento contará com a participação especial de Paulo César Peréio e do cartunista JuniorLopes, conterrâneo de Palmério, realizando caricaturas. Informações sobre os convidados e os livros abaixo.

Sobre Palmério Dória – Nasceu em Santarém, mas foi criado em Belém, capital paraense. Mudou-se para o sul do país e iniciou a carreira jornalística. Trabalhou como chefe de reportagem na Rede Globo e nos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo. Abandonou o jornalismo diário e dedicou-se a temas "leves": tornou-se diretor de redação de revista Sexy em 1992. Seu trabalho na revista masculina rendeu o livro Evasão de Privacidade, em que foram selecionados a dedo os melhores momentos das revelações que mulheres brasileiras concederam à publicação durante os sete anos em que Palmério esteve na direção. Outros livros que escreveu: Mataram o Presidente – Memórias do Pistoleiro que Mudou a História do Brasil (1976), A Guerrilha do Araguaia (1978) e A candidata que virou picolé (2002). Foi autor de outros livros; seu mais novo, Honoráveis Bandidos - Um Retrato do Brasil na Era Sarney, conta toda a história secreta do surgimento e enriquecimento da família Sarney.

Sobre Mylton Severiano da Silva - Também conhecido como Myltainho pelos colegas de profissão, nasceu em Marília, interior de São Paulo. Aos nove anos de idade, publicou no jornal Terra Livre o seu primeiro texto, sobre as condições em que vivia um casal de camponeses na Fazenda Bonfim. Abandonou o curso de Direito no segundo ano e iniciou a carreira no jornal Folha de S. Paulo na década de 1960. Trabalhou em publicações como O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Quatro Rodas, Revista Realidade, A Nação, O Jornal, Brasil Extra, Extra-Realidade Brasileira e Caros Amigos, onde foi colunista e editor-executivo até 2009 e nas TVs Globo, Cultura, Tupi e Abril. Participou da fundação de publicações como o diário Panorama, de Londrina/PR, O Nacional, semanário fundado por Tarso de Castro no Rio de Janeiro/RJ e Brasil-extra e Extra Realidade Brasileira, entre outros. É editor de texto do Almanaque Brasil de Cultura Popular (revista de bordo da TAM). Possui uma indicação para o Prêmio Jabuti de Literatura, na categoria reportagem, pelo livro Se liga - o livro das drogas” (Record, 1997). Também lançou outros livros, como a biografia de João XXIII Um Século de Boa Vida, em parceria com Jorginho Guinle; Paixão de João Antônio (Ed. Casa Amarela) e Nascidos para perder - História do jornal da família que tentou tomar o poder pelo poder das palavras. Fora do jornalismo, formou-se acordeonista no Conservatório Musical Santa Cecília, de Marília/SP. (Fonte: http://www.portaldosjornalistas.com.br/perfil.aspx?id=11496).

Sobre o livro Honoráveis Bandidos - Palmério Dória, um dos jornalistas mais respeitados do País, conta pela primeira vez, num livro, toda a história secreta do surgimento, enriquecimento e tomada do poder regional pela família Sarney no Maranhão e o controle quase total do Senado pelo patriarca que virou presidente da República por acidente, transformou o Maranhão no quintal de sua casa e beneficiou amigos e parentes. Um livro arrasador, na mesma linha de Memórias das Trevas, que tinha o também senador Antonio Carlos Magalhães como personagem e vendeu mais de 80.000 exemplares quando foi lançado. Saiba mais.

Sobre o livro Realidade, história da revista que virou lenda - Trecho do texto de apresentação do livro, por Paulo Henrique Amorim: “Para quem trabalhou na Realidade (e na Veja do Mino), o que o Myltainho revela como documento valioso é a lucidez do nosso Maestro, o Paulinho Patarra. As anotações explicitam o dom de planejar, a estratégia, a visão que o Paulo tinha da futura revista, seu espaço no mercado – e especialmente a fórmula editorial. Paulinho era um profissional! Ele tinha o pulso do momento e, por isso, convenceu o patrão. O que a Realidade já nas bancas pôs para fora foi ‘o sentimento do povo’ que o Paulinho carregava no peito. Trabalhei com poucos profissionais que sentissem o cheiro da galera, como o Paulo. Um talento. Mais do que o editor-chefe e, na verdade, chefe de reportagem, o Paulo parecia daqueles políticos que sobem no palanque e dizem o que a massa quer ouvir: ‘hum, isso aí não interessa a ninguém...’ A Realidade captou aquela ânsia de entender o mundo desorganizado dos anos 60, os costumes, os novos personagens, a miséria que São Paulo desconhecia: uma realidade que soltava um cheiro parecido com o dos mictórios dos bares que nós frequentávamos. Tudo misturado à intervenção militar.” Editora Insular, 320 il., R$ 49,00. Saiba mais. Veja aqui uma matéria sobre o livro, por Ricardo Kotscho.

Sobre o livro Crimes de Imprensa – Trecho da matéria assinada por Ricardo Kotscho no Balaio do Kotcho: "Um retrato da mídia brasileira murdoquizada é o subtítulo do livro de Myltainho e Palmério, os mesmos autores do best seller Honoráveis Bandidos. Na apresentação da obra, os veteranos jornalistas, com passagens marcantes pelas principais redações do país, anunciam: Crime de Imprensa é o primeiro livro a mostrar, na história das eleições, como se comporta a mídia corporativa antipopular e atrelada a interesses que não coincidem com a vontade do nosso povo. Uma mídia que não hesita em usar os mesmos métodos do inescrupuloso magnata das comunicações Rudolph Murdoch [sic]. Os autores pretendem transmitir a perplexidade das pessoas lúcidas deste País, não só com a cobertura jornalística falsamente isenta das campanhas eleitorais, mas também com a posição dos grandes veículos de comunicação diante de outros episódios das vida brasileira. Os leitores vão descobrir coisas que jamais leram na imprensa nem viram nos telejornais: o candidato que se tornou onipresente, gravando falas em São Paulo e ao mesmo tempo desfilando em carro aberto no Tocantins; a cartilha do MEC espinafrada e até chamada de criminosa por colunistas que leram apenas uma frase de um capítulo ou nem mesmo leram nada.”
 O livro Crimes de Imprensa impresso está esgotado, mas pode ser comprado no formato e-book pela Livraria 247: Veja aqui matéria completa e uma entrevista com Palmério Dória sobre o livro.

Serviço:
O Autor na Praça recebe os jornalistas e escritores Mylton Severiano e Palmério Dória.
Local: Espaço Plínio Marcos – Tenda na Feira de Artes da Praça Benedito Calixto, em Pinheiros, São Paulo, SP
Data: 25 de maio, sábado, a partir das 15h
Informações: Edson Lima – (11) 3739-0208 / 95030-5577 - oanp@uol.com.br
Realização: Edson Lima & AAPBC Apoio: Max Design, Enlace-Media, restaurantes Consulado Mineiro e O Cantinho Português.

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