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A segunda fase da restauração da Catedral Metropolitana de Campinas, que
estava prevista para início em outubro de 2013, foi adiada para janeiro de
2014, em decorrência do aumento do movimento do comércio na região no período
das festas de final de ano.
De acordo com o arquiteto
responsável Ricardo Leite, o custo estimado do projeto total é de R$7,1 milhões
e a fase que envolve a fachada da frente consumirá R$1,4 milhão – valor já
arrecado com doações de bancos por meio da Lei Rouanet. “Já temos aproximadamente R$2 milhões desse total e durante o trabalho
continuaremos em busca dos recursos necessários para executar o restante do
projeto”, afirma Leite.
O projeto começou em 2000 e foi
dividido em quatro partes. A primeira fase do restauro aconteceu de 2000 a 2005
e contemplou a troca do telhado do templo para eliminar as infiltrações, além
da recuperação do teto, das partes hidráulica e elétrica e, ainda, de três
grandes lustres de cristais que ficam na nave central. Já na segunda fase, que
começa em janeiro, serão trabalhadas a fachada principal, torre, campanário,
alvenaria e parte elétrica frontal.
Com mais de 200 anos de existência,
a catedral é um dos principais patrimônios históricos da cidade. Sua reforma é
uma das ações que contribuem com a revitalização do Centro de Campinas e também
transforma o patrimônio em âncora turística para a cidade em grandes eventos,
que vão atrair muitos turistas para o país nos próximos anos, como a Copa do
Mundo de Futebol, em 2014 e Olimpíadas, em 2016.
E enquanto isso, o Ministério da
Cultura decide sobre novos investimentos para que a catedral seja enquadrada no
Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Iphan. O tombamento
pelo Iphan abre caminho para que a catedral seja contemplada com recursos
federais.
A Catedral Metropolitana de
Campinas, que é dedicada a Nossa Senhora da Imaculada Conceição, levou 76 anos
para ser construía e foi inaugurada em 1883.
De acordo com a arquidiocese de
Campinas, a escolha de Nossa Senhora da Conceição como padroeira foi
automática, já que a cidade de Campinas surgiu da Freguesia de Nossa Senhora da
Conceição das Campinas, com a vinda de imigrantes portugueses que trouxeram
essa devoção para a região.
Hoje, a Catedral Metropolitana é
tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico,
Artístico e Turístico (Condephaat) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio
Cultural de Campinas (Condepacc). O edifício é considerado o maior no mundo
construído em taipa de pilão, com seus 4.000 m² e também um dos mais altos.

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