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Foto: Arquivo – Eliandro Figueira – SCS/PMI.
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A Corporação Musical
Villa-Lobos, apoiada pela Secretaria Municipal de Cultura, realiza no
próximo dia 17, quinta-feira, às 20 h, na Sala Acrísio de Camargo, no Ciaei (Avenida Engenheiro Fabio Roberto
Barnabé, 3655 - Jardim Regina), a última
apresentação da temporada 2015. O espetáculo, que tem entrada gratuita, tem
como tema Um Toque de Clássicos, com
repertório que traz arranjos da banda sinfônica para obras de compositores como
Leonard Bernstein, Shostakovich, Sibelius, Von Suppé, Aaron Copland e Bela
Bartok, além de uma versão inovadora do coro Aleluia, do oratório O
Messias, de Haendel. A regência será dos maestros Samuel Nascimento de Lima
e Tiago Morandi Roscani, com direção artística de Wladimir Soares. Logo antes
do início do concerto, o público poderá conferir também a premiação dos
vencedores do Concurso Literário Acrísio de Camargo, realizado pela Secretaria
de Cultura. Informações: (19) 3894-1867.
Sobre o repertório
- Finlândia, de
Jean Sibelius, será a música de abertura de Um
Toque de Clássicos. Sibelius foi um compositor cuja música teve importante
papel na formação da identidade nacional finlandesa. Dentre suas composições
mais famosas, destacam-se Concerto para
Violino e Orquestra em ré menor, Finlândia,
Valsa Triste (o primeiro movimento da
suíte Kuolema), Karelia Suite e O Cisne de
Tuonela. Aqui, a regência é do Maestro Samuel Nascimento de Lima.
- Fanfarra Para O
Homem Comum, de Aaron Copland. Neste caso, a palavra fanfarra não se refere
a um tipo de agrupamento musical, mas sim a um estilo de arranjo musical. É
quase um hino em homenagem ao cidadão que se dedica à sua pátria e foi escrita
num período de grande conflito para a humanidade, a II Guerra Mundial. Logo
após o bombardeio de Pearl Harbor, o maestro André Kostelanetz encomendou a
Copland uma obra orquestral que representasse uma galeria de retratos musicais
de grandes americanos. Copland compôs Fanfare
for the Common Man, dedicada aos milhares de trabalhadores que deram
suporte à produção durante o período da guerra, bem como aos anônimos soldados
que ofereceram suas vidas pela pátria. Este arranjo sinfônico terá a regência
do maestro Tiago Morandi Roscani.
- Romanian Folk Dances,
de Béla Bartók. Trata-se de uma suíte de seis peças curtas escritas
originalmente para piano em 1915. Dois anos depois, Béla Bartók fez a
orquestração dessas peças. As danças foram inspiradas por temas que camponeses
da România tocavam em suas flautas. A regência é do maestro Tiago Roscani.
- Dança do Sabre,
de Aram Khachaturian. Apaixonado pela música popular e folclórica, Khachaturian
viajou pela Armênia para pesquisar canções populares e compôs músicas baseado
nesses temas. Suas obras mais famosas são as músicas dos balés Spartacus e Gavane. É no último ato deste balé que se encontra a famosa Dança do Sabre, que a Corporação Musical
Villa-Lobos apresenta sob a regência de Tiago Morandi Roscani.
- Danzon nº 2, de
Arturo Márquez. Arturo é um compositor mexicano que usa formas e estilos
musicais populares e incorpora-os na sua música orquestral. Apesar de ser um
compositor bastante prestigiado no universo da música mexicana, Arturo Márquez
só ganhou notoriedade internacional a partir de 1990, que é quando ele começa a
escrever a sua série de Danzones,
peças inspiradas em temas musicais de Cuba e da região mexicana de Vera Cruz. Danzón no. 2 foi incluída no programa
que a Orquestra Jovem Simon Bolívar, sob a regência de Gustavo Dudamel,
apresentou na turnê pela Europa e Estados Unidos, em 2007. Nesta apresentação,
a regência é de Samuel Nascimento de Lima.
- Morning Mood, de Edvard Grieg. Popularmente
conhecida como Amanhecer, esta
composição foi escrita em 1875 para ser música incidental para a peça Peer Gynt, de Henrik Ibsen e acabou
sendo incluída como o primeiro dos quatro movimentos da Suite Peer Gynt nº 1. Nesta peça, a melodia se alterna entre a
flauta e o oboé. O curioso deste tema é que o público sempre associa o
amanhecer à paisagem nórdica da terra de Grieg quando, na verdade, é o tema de
uma cena que se passa no Saara marroquino, quando o personagem da peça de Ibsen
é abandonado por seus amigos num oásis de palmeiras. A regência é do Maestro
Tiago Morando Roscani.
- Abertura Festiva,
de Dimitri Shostakovich. Composta como peça de ocasião, retrata com perfeição
as atribuições a que esteve sujeita a carreira do compositor. A peça surgiu a
propósito da comemoração do 37º aniversário da Revolução de Outubro, em 1954,
pela orquestra do Teatro Bolshoi. Shostakovich, que tinha a fama de compor com
extraordinária velocidade, recebeu a encomenda e compôs a obra em dois dias.
Foi um sucesso retumbante. Essa abertura passou a ser executada pelas grandes
orquestras mundiais e foi usada como música tema dos Jogos da XXII Olimpíada,
realizada em Moscou em 1980. Nesta
apresentação, a regência cabe ao maestro Tiago Morandi Roscani.
- Poet and Peasant, de Franz von Suppé. Este
compositor austríaco escreveu inúmeras óperas e operetas, mas é mais conhecido
hoje em dia pelas aberturas de suas óperas. A abertura O Poeta e O Camponês tem sido usada em trilhas sonoras de desenhos
animados, comerciais e concertos sinfônicos pop.
Esta versão da Corporação Musical Villa-Lobos tem regência de Samuel Nascimento
de Lima.
- Candide, de
Leonard Bernstein. Bernstein é o autor da música de West Side Story, o musical da Broadway que se transformou num dos
filmes mais premiados nos anos 1960. Ele também é o autor dos musicais Candide e On The Town. Candide é
uma opereta baseada no romance homônimo de Voltaire e seu primeiro libreto foi
escrito por Lillian Hellman. A Abertura
de Candide ganhou rapidamente lugar
no repertório orquestral. Após o sucesso da primeira performance em 1957, pela Filarmônica de Nova York, regida pelo
próprio autor, a Abertura foi
interpretada por mais de 100 orquestras em menos de dois anos. A Filarmônica de
Nova Iorque a interpretou no histórico concerto em Pyongyang, na Coréia do
Norte, em 2008. E agora chegou a vez de A Corporação Musical Villa-Lobos
mostrar sua interpretação da abertura de Candide
sob a regência do Maestro Samuel Nascimento de Lima.
- Aleluia, de
Georg Friedrich Haendel. Autor de uma extensa e eloquente obra, Haendel é mais
conhecido pelo oratório Messias,
composto durante o verão de 1741 em apenas três semanas. O coro Aleluia é o mais representativo desse
Oratório e de toda a obra de Haendel. Um canto inflamado que festeja o conflito
superado, cujo acento afirmativo deriva da simples repetição das notas cada vez
mais agudas, sobre as palavras King of
Kings, and Lord of Lords. Nesta apresentação, o maestro Samuel Nascimento
Lima vai apresentar um arranjo mais moderno e contemporâneo, escrito pelo
maestro Takashi Hoshide.
Os maestros
Samuel Nascimento de Lima teve seu primeiro contato com a
música aos 6 anos, incentivado por seu pai, violonista, que atuava em grupos de
serestas. Estudou piano no Conservatório Maestro “Eleazar de Carvalho” e trombone
de vara no Conservatório Maestro “Henrique Castellari”. A partir de 1987,
passou a atuar como trombonista na 2ª Seção da Banda do Corpo Musical da
Polícia Militar do Estado de São Paulo. De 1995 a 1999, cursou regência na
classe do Maestro Roberto Farias na Universidade Livre de Música. Em outubro de
1994, assumiu a regência da Corporação Musical Villa-Lobos de Indaiatuba. Em junho
de 1998, assumiu a direção da Orquestra do Projeto Guri, onde atuou até 2009.
De 2001 a 2005, cursou regência com ênfase para os sopros no Conservatório
Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos”, em Tatuí, orientado pelo maestro
Dario Sotelo. Participou dos projetos Pró-Bandas, Encontro Latino-Americano de
Compositores, Maestros e Arranjadores de Bandas Sinfônicas e Coreto Paulista.
Atualmente, atua como Regente Assistente da Banda Sinfônica da Polícia Militar
do Estado de São Paulo e como convidado dos grupos Coral, Camerata e Seções de
Banda. Também é o bandleader da Jazz
Band dessa mesma corporação.
Tiago Morandi Roscani, formado no curso técnico de Piano no
Conservatório Jauense de Música, estudou clarinete e bandolim no Conservatório
Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos”, em Tatuí. É bacharel em Regência
Plena e em Regência Coral pela Unicamp, onde foi orientado pelos professores
Ângelo Fernandes, Carlos Fiorini e Eduardo Ostergren. Entre os anos de 2010 e
2012, como bolsista SAE pela Unicamp, atuou como curador nos eventos de música
erudita dentro da universidade. Em 2011, apresentou-se na Argentina junto do
Coro Contemporâneo de Campinas no Festival Internacional de Coros de San Juan.
Em 2013 cursou, como aluno especial, algumas disciplinas do curso de Composição
na mesma universidade. Em 2014 integrou o grupo “Fábrica de Óperas” na
Universidade Estadual Paulista (Unesp), em São Paulo, atuando como pianista
acompanhador, orientado pelo professor e maestro Abel Rocha. Já participou de
oficinas, festivais e masterclasses
de regência com os professores Alexandra Arrieche (BRA-EUA), Abel Rocha (BRA),
Charles Roussin (BRA), Kirk Trevor (Inglaterra), Hans-Peter Schurz (Alemanha).
Atualmente é regente assistente da Corporação Musical Villa-Lobos de Indaiatuba,
regente do Coral N. Srª Aparecida de Campinas, clarinetista da Orquestra Filarmônica
de Valinhos, integrante do Coro Contemporâneo de Campinas e presta serviços ao
Theatro São Pedro, em São Paulo, na área de legenda de óperas.