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O Brasa Jazz Trio. Foto: divulgação. |
O Almanaque Café
(Avenida Albino José Barbosa de Oliveira, 1240, Barão Geraldo – Campinas/SP)
terá na sua programação desta semana um show com o Brasa Jazz Trio em homenagem a Miles Davis e John Coltrane. A
apresentação acontece amanhã, quarta-feira, 30, às 21 horas.
A espontaneidade e criatividade do jazz se juntam às melodias e ritmos quentes do Brasil e da américa
latina – e formam o “braseiro” musical do Brasa Jazz Trio, trio instrumental
são-carlense baseado no clássico conjunto piano/baixo/bateria. Murilo Barbosa
(piano), Fabiano Nunes (baixo acústico) e Paulo Almeida (bateria) são músicos
experientes na cena musical do interior de SP e juntam suas influências na
busca de recriar um repertório de alto nível, fazendo uma homenagem aos grandes
mestres do jazz e da música
brasileira. Com uma interpretação vibrante de compositores do Brasil e do mundo
do jazz, vão com naturalidade para territórios musicais distintos, passando de
Miles Davis a Tom Jobim, Henry Mancini a Cartola e de John Coltrane a Moacir
Santos, entre outros.
O Brasil e o jazz
já estão em sintonia desde os anos 50 do século passado, quando a improvisação
musical do estilo americano passou a fazer parte da estrutura das canções
tocadas ao vivo pelos grupos brasileiros – a função era fazer dançar, fazer o
corpo balançar com o suingue contagiante dos fraseados sincopados do samba e do
jazz. A bossa nova é o marco
histórico e principal resultado dessa fusão, enquanto o samba-jazz é a versão mais hard dessa nova musicalidade que surgia
com músicos brasileiros cada vez mais ligados às novas sonoridades do jazz, que chegavam ao Brasil pelos LPs
importados.
Com essa “ponte” jazzística ligando diferentes ritmos como o
samba, o bolero, a bossa, o mambo, o Brasa Jazz Trio quer ligar as fortes
musicalidades do Brasil, de Cuba e de Nova York – do passado e do presente – em
busca de uma identidade musical contemporânea e agradável para ouvidos atentos
às harmonias e melodias de ontem e de hoje. Nesse show, o Trio faz uma linda
homenagem aos dois grandes mestres do jazz:
John Coltrane e Miles Davis.
Quando os metódicos não têm o que fazer homenageia Milton Nascimento
Na quinta-feira, dia 1º, às 21 horas, sobe ao palco da casa
o grupo Quando os metódicos não têm o que fazer. Metódico é alguém
cujas ações seguem ou buscam uma ordem lógica, aquele que possui método, que é
meticuloso, atento a detalhes. Um metódico gosta, por exemplo, de começar um
release com definições, trechos de dicionário. Assim são os músicos da banda: seis
amigos que se reúnem pelo prazer da música, em paralelo a outros trabalhos e
até mesmo outras profissões. Fazem isso há algum tempo, sistematicamente.
A banda teve sua estreia em 15 de maio de 2015, com a
proposta de fazer pequenas edições da obra de compositores da MPB,
interpretando alguns de seus sucessos e também trazendo à tona algumas das
canções menos conhecidas do grande público. Milton Nascimento, homenageado nesta
apresentação, foi o primeiro compositor escolhido pela banda nessa metódica
busca musical. No show Minerais, com
duração de aproximadamente uma hora, o grupo passeia por alguns momentos da
vasta trajetória de Milton. A busca por uma leitura própria, com interpretações
e arranjos inéditos foi a maneira que os Metódicos encontraram de homenagear
este que é um dos maiores criadores da música brasileira.
Clarinete: Douglas Lopes
Clarinetista formado pela Unicamp e integrante da Banda
Sinfônica Municipal de Sumaré
Violão e Voz: Kha Machado
Compositor formado pela Unicamp e diretor da Rabeca Cultural
Piano e Teclados: Marcelo Spínola
Pianista formado pela Unicamp
Voz: Patrícia Marchiori
Grupo Serenata Brasileira
Bateria: Renato Hinz
Conservatório de Tatuí
Baixo Acústico: Walter Valentini
Baixista formado pela Unicamp, toca nas Orquestras
Sinfônicas de Campinas e da Unicamp.
O couvert
artístico para ambas as apresentações será de R$20 e o telefone do Almanaque é
(19) 3249-0014.
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