Para pensar:

"Esta vida é uma estranha hospedaria,
De onde se parte quase sempre às tontas,
Pois nunca as nossas malas estão prontas,
E a nossa conta nunca está em dia."

Mario Quintana

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Pró-Memória recebe fórum de discussão do Instituto Brasileiro de Museus

Foto: Laís Fernandes.
A Fundação Pró-Memória, por meio do Museu Casarão Pau Preto, foi escolhida para sediar o fórum de discussão Gestão Compartilhada e Participativa do Programa Pontos de Memória. O evento acontece no próximo sábado (11), a partir das 9h e é uma realização da Rede São Paulo Memória e Museologia Social e Ibram (Instituto Brasileiro de Museus). “Estamos apoiando diversas discussões a respeito de políticas públicas a favor da preservação do patrimônio cultural e por isso fomos indicados para o evento”, comenta o superintendente da Fundação Pró-Memória, Carlos Gustavo Nóbrega de Jesus.

Palestra
A Fundação Pró-Memória recebeu na última quinta-feira (1º) o cientista político Marcelo Manzatti, que é gerente administrativo da Famaliá Produções Ltda., empresa de Consultoria Cultural de Brasília que é responsável pelo projeto de lei que está tramitando no Congresso Nacional a respeito da “Leis dos Mestres”. O projeto de Lei 1.176/2011 institui o Programa de Proteção e Promoção dos Mestres e Mestras dos Saberes e Fazeres das Culturas Populares.
Segundo Gustavo, tais palestras fazem parte de um dos objetivos da instituição, que é trazer para Indaiatuba discussões a respeito de políticas públicas para preservação do patrimônio cultural, nesse caso imaterial, ou seja, práticas culturais que se não forem apoiadas e incentivadas irão cair no esquecimento e deixarão de existir. “Marcelo há muito tempo luta a favor da proteção e fomento à transmissão dos saberes e fazeres de tradição oral, desempenhando relevante papel no Fórum Permanente para as Culturas populares do qual já foi presidente e na Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC) do Ministério da Cultura, da qual foi coordenador”, revela.  
Gustavo afirma que essa é uma preocupação nova e que ainda está sendo discutida. “Mas a fundação não pode deixar de estar a frente, pois é essencial para divulgação e preservação da história e cultura local”, comenta. Ele cita que em Indaiatuba o Jongo e a Folia de Reis são duas práticas que se encaixariam em tal proposta e merecem o devido incentivo.
O evento, que teve a parceria do Grupo de Jongo Filhos da Semente, também contou com a apresentação da Cia. Folia de Reis São Francisco de Assis, composta de 17 integrantes e  fundada no ano de 1987 pelo folião Pedro Moreira de Sousa, o Goiano, a pedido do Padre Piaza, da comunidade São Francisco de Assis, localizada no bairro Cecap I.

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