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Artistas durante ensaio do espetáculo Clara Nunes, quem ouviu e quem te vê.
Foto: divulgação.
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A Secretaria Municipal de Cultura apresenta uma homenagem a
uma das maiores cantoras brasileiras com o espetáculo Clara Nunes, quem ouviu e quem te
vê, com apresentações nos dias 17 e 18 de outubro, sexta e sábado,
sempre às 20h, na Sala Acrísio de Camargo, no Ciaei. A apresentação conta os integrantes dos corpos estáveis da
Secretaria: serão mais de 100 pessoas no palco, incluindo 20 músicos da
Orquestra de Indaiatuba, 25 bailarinos do grupo da Secretaria de Cultura
(oficina de jazz) e 55 cantores do
Coral de Indaiatuba (oficina de canto coral). O repertório trará canções que
refletem a trajetória da artista mineira, que começou interpretando boleros e
canções românticas e depois enveredou pelo samba com sucessos como Morena de Angola e Apesar de Você. A classificação etária é livre. Informações: (19)
3894-1867.
“Em 2014 o samba faz
100 anos e nada melhor para comemorar a data do que relembrar esta grande
cantora, que sempre interpretou sambas com alma e paixão”, diz a secretária
municipal de Cultura Erika Hayashi Kikuti. “Clara
Nunes foi uma mulher que marcou a história da música brasileira; quebrou o
paradigma de que cantoras não vendiam discos e caiu nas graças do público.
Apesar do grande sucesso no final dos anos 1970 e início dos anos 80, hoje ela
não é conhecida pelos jovens – daí a importância de resgatarmos esta figura.
Este é um evento que se realiza graças ao empenho e dedicação de todos os
artistas envolvidos, muitos dos quais integrantes de nossas oficinas; tenho
certeza de que será uma grande atração para toda a família”, completa
Erika.
Sobre Clara Nunes
Clara Francisca Gonçalves nasceu dia 12 agosto de 1942. Aos
6 anos já era órfã de pai e mãe. Caçula, era protegida pelos outros seis
irmãos. O excesso de preocupação e ciúme levou seu irmão mais velho a perder a
cabeça e esfaquear um moço galanteador que estaria de namorico com Clara. O
homicídio cometido pelo irmão foi uma sombra por anos na vida de Clara. Aos 14
anos, começou a trabalhar na fábrica de tecidos da pequena cidade de
Caetanópolis, MG e só abandonou a rotina operária quando os compromissos
musicais noite afora não mais se conciliavam com o trabalho na fábrica. A
partir daí, caminhou rumo ao sonho de ser cantora. Vai, primeiro, para a
capital mineira. A gravação de seu primeiro compacto foi graças ao 3º lugar na
final do concurso A Voz de Ouro ABC
(empresa do grupo da gravadora Odeon). Tornou-se, por isso, a mais nova
celebridade em Belo Horizonte. Foi convidada para “canjas”, shows em bares,
boates e clubes mineiros. Em 1966, Clara Nunes partiu para o Rio de Janeiro
tentar a todo custo alavancar a carreira. No início, conseguiu pagar apenas um
quarto bem modesto. Na tentativa de abandonar o ar interiorano, adotou até
cabelo e roupas moderninhos, à la
Jovem Guarda. No Rio, frequentou terreiros de umbanda e candomblé e
apaixonou-se, caindo nas graças da Velha Guarda da Portela. Nos anos 70, chegou
a participar da Era dos Festivais. Seus primeiros discos, no estilo romântico
que a gravadora insistia em gravar, foram fracassos de vendas. Por outro lado,
a beleza e o carisma da moça proporcionaram convites para fotos, entrevistas,
pontas no cinema e na TV.
Finalmente, em 1971, o LP Clara Nunes é um divisor de águas. Por sugestão de Clara, Adelzon
Alves foi quem produziu o disco. Famoso apresentador nos tempos áureos da
Rádio, Adelzon reinventou Clara. Investiu no samba e, assim, deu brecha para a
construção de sua imagem como cantora nacional. Clara realizou-se com esta
identidade afro-brasileira. A partir daí, a morena guerreira estoura sucessos
consecutivos e quebra o paradigma de que cantoras não vendiam discos.
Clara veio a falecer em 1983 por complicações de uma
cirurgia de varizes. Estava no auge da carreira e apaixonada pelo seu grande
amor, o marido Paulo César Pinheiro, poeta com quem escreveu a melodramática
letra de À Flor da Pele. Mas a imagem
da Guerreira, bem como força e alegria do seu samba, permanecem na memória e na
história do samba.
Ficha técnica
Realização: Prefeitura Municipal de Indaiatuba
Produção: Secretaria Municipal de Cultura
Orquestra: Orquestra de Indaiatuba
Maestro: Paulo de Paula
Coro: Coral Cidade de Indaiatuba (Oficina de Canto Coral da
Secretaria da Cultura)
Maestrina: Áurea Ambiel
Cantoras solistas: Caroline Artêmis, Kika Baldasseirine e
Sara Bonfim
Coreografias: Danielle Ianes (Secretaria de Cultura) e
Vivien Fortes
Bailarinos: Grupos da Secretaria de Cultura (Oficinas de
Jazz da Secretaria de Cultura)
Banda: Alexandre (percussão) Diego (pandeiro); Emerson
(cavaco); Gerson Lima Filho (bateria), Guilherme Lamas (violão 7 cordas)
Arranjos: Jefferson Ribeiro da Silva
Cenografia: Dickson Resstel
Figurinos: Zenaide Baroni
Design de Luz: Miguel Abílio de Pádua
Design de Som: Nal Rodrigues
Roteiro: Natália Tiso
Som e Luz: Caracol´s.
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