| Foto: Lincoln Franco - SCS/PMI |
O IPT está realizando o
mapeamento de áreas de risco e de inundação em 16 municípios do estado. Eles
foram selecionados por dois motivos: o instituto não vistoriava os locais há
muito tempo e não havia informações atuais sobre os municípios na base de dados.
A última visita a Indaiatuba aconteceu ainda na década de 90. O projeto está
sendo executado pelo Laboratório de Riscos Ambientais do IPT por meio da
organização de informações contidas em mapas, imagens e documentação
fotográfica. Estiveram na cidade o geólogo Marcelo Gramani e o técnico em
Geologia José Carlos Cardoso. Eles foram acompanhados pelo coordenador da Defesa Civil, João Carlos Boldrin.
“Em Indaiatuba a ocupação foi ordenada e obedeceu critérios técnicos,
por isso não temos nenhum local de risco de escorregamento”, relatou
Gramani . Depois de todas as visitas a campo, será produzido um relatório
técnico, que deve ser apresentado em março de 2014. Ele vai conter informações
como descrição da área avaliada, delimitação dos setores de risco identificados
em imagem de sensores remotos, quantidade de imóveis em risco, quantidade de
pessoas em risco, tipologia do processo (deslizamento, inundação, solapamento
de margem) e sugestões de intervenções para minimizar ou eliminar os riscos
identificados.
As cidades incluídas no
projeto são: Capivari, Cosmópolis, Indaiatuba, Mogi Mirim, Nazaré Paulista,
Piracaia, Piracicaba, Rio Claro, Santo Antônio da Posse, Serra Negra e Socorro
(todas da área administrativa de Campinas), além de Jaú e Lins (área de Bauru),
Cachoeira Paulista e Santo Antônio do Pinhal (região de São José dos Campos) e
Bertioga (região de Santos). As ações dão continuidade ao projeto iniciado em
novembro de 2012 que identificou as áreas em 31 cidades do Estado.
Itaici
Às margens do Rio
Jundiaí, em Itaici, estão 40 casas de invasão. As famílias estão cadastradas e
a Prefeitura por meio da Secretaria da Habitação vai levá-las para o
Residencial Tamoios I e II, que está em construção. No total, este
empreendimento terá 80 unidades habitacionais.
Oliveira Camargo
No Jardim Oliveira
Camargo, o córrego Barrinha, afluente do Rio Jundiaí, transborda em algumas
ocasiões quando o índice pluviométrico é muito alto. Os problemas são
ocasionados principalmente pelo refluxo de água em ponto de estrangulamento da
vazão, nos tubos sob os trilhos e responsabilidade da ALL (América Latina
Logística).
A Prefeitura tem cobrado
insistentemente providências da empresa para ampliar essa vazão. Somente desta
forma será possível acabar com as inundações. As obras até o ponto onde cabe ao
município já foram realizadas pela Secretaria Municipal de Obras e Vias
Públicas. Quando elas ocorrem, em geral, atingem entre quatro e cinco
residências.
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