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Eliandro Figueira - SCS/PMI
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Indaiatuba sobe da 142ª para a 76ª posição no IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano
Municipal) do país, conforme Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013
divulgado segunda-feira (29) pelo Pnud
(Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). O estudo, realizado em
parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e a Fundação
João Pinheiro, foi feito com base nos dados do censo demográfico de 2010 do
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Comparado ao Atlas de 2003, baseado no censo de 2000, o município subiu
66 posições no ranking nacional, que
é liderado por São Caetano do Sul. Em 2000, o IDHM da cidade era 0,704,
passando para 0,788 em 2010.
Conforme o levantamento, o IDH de Indaiatuba cresceu 45,66%
nas últimas duas décadas. No Estado de São Paulo, Indaiatuba ocupa a 40ª
posição no ranking e tem o 8º melhor
Índice de Desenvolvimento Humano da RMC (Região Metropolitana de Campinas).
Esta é a terceira vez que o Pnud realiza o levantamento
sobre o nível de desenvolvimento humano nos municípios do país. As outras duas
edições da pesquisa foram divulgadas em 1998 (censo 1991) e 2003 (censo 2000).
Neste ano, o Pnud mudou os critérios para aferição do índice e também atualizou
os dados das duas pesquisas anteriores com base nos novos critérios.
O IDH dos municípios vai de 0 a 1, sendo que quanto mais
próximo de 1, maior o desenvolvimento humano. Municípios com IDH entre 0,800 a
1 apresentam muito alto desenvolvimento humano; entre 0,700 a 0,799, alto
desenvolvimento humano; de 0,600 a 0,699, médio desenvolvimento humano; de
0,500 a 0,599, baixo desenvolvimento humano e, de 0 a 0,499, municípios com
muito baixo desenvolvimento humano. Pela classificação do Pnud, Indaiatuba
apresenta alto desenvolvimento humano.
São analisados mais de 180 indicadores socioeconômicos do
censo e o estudo é dividido em três dimensões do desenvolvimento humano: a
oportunidade de viver uma vida longa e saudável (longevidade), ter acesso ao
conhecimento (educação) e ter um padrão de vida que garanta as necessidades
básicas (renda).
Pelo estudo, em Indaiatuba a esperança de vida ao nascer
aumentou 5,4 anos nas últimas duas décadas, passando de 69,8 anos em 1991 para
73,2 anos em 2000 e para 75,2 anos em 2010. Em 2010, a média do Estado da
esperança de vida ao nascer é de 75,7 anos e, para o país, de 73,9 anos.
Referente à educação, em 2010, 71,92% dos alunos entre 6 e
14 anos do município estavam cursando ensino fundamental regular na série
correta para a idade. Em 2000 eram 70,81% e, em 1991, 42,88%. Entre os jovens
de 15 a 17 anos, 50,03% estavam cursando o ensino médio regular sem atraso. Em
2000 eram 39,51% e, em 1991, 7,69%. Entre os alunos de 18 a 24 anos, 18,21%
estavam cursando o ensino superior em 2010, 8,43% em 2000 e 4,35% em 1991.
Já a renda per capita média de Indaiatuba cresceu
76,65% nas últimas duas décadas, passando de R$621,73 em 1991, para R$886,76 em
2000 e R$1.098,31 em 2010. A taxa média anual de crescimento foi de 42,63% no
primeiro período e 23,86% no segundo. Outro dado interessante apresentado foi
que, entre 2000 e 2010, o percentual da população economicamente ativa passou
de 69,37%, em 2000, para 73,14%, em 2010. A taxa de desocupação passou de
13,15%, em 2000, para 5,71% em 2010.
Brasil
De acordo com o Atlas do Desenvolvimento Humano Brasil 2013,
o Brasil quase dobrou o seu Índice de Desenvolvimento Humano Municipal nas
últimas duas décadas, passando de 0,493, em 1991, para 0,727, em 2010 – o que
significou um crescimento de 47,8% no IDHM.
Em 1991, 85,5% das cidades brasileiras tinham IDHM
considerado muito baixo. Já em 2010, esse percentual passou para 0,6% dos
municípios. O índice de municípios com IDHM considerado alto e médio chegou a
74% em 2010, enquanto em 1991 não havia nenhuma cidade brasileira com IDHM
considerado alto e 0,8% apresentavam índice médio.
Na comparação entre unidades da Federação, o IDHM é liderado
pelo Distrito Federal, com 0,824. Em seguida, vêm São Paulo (0,783) e Santa
Catarina (0,774). Os Estados com o desempenho mais fraco são Alagoas (0,631) e
Maranhão (0,639).Fonte: Secretaria de Comunicação Social - PMI.
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